Incubadora de negócios gradua primeiras empresa em São José

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Ozonebras e Oralls superaram as dificuldades dos primeiros passos e agora vão caminhar sozinhas

São José dos Campos, 14 de março de 2010

Eduardo Carvalho

Francisco Antônio Maciel Novaes, diretor do Cecompi

Rafael Fonseca, sócio da empresa Ozonebras

Após cinco anos de funcionamento, a incubadora de negócios do Cecompi (Centro de Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), de São José dos Campos, graduou suas primeiras empresas, que agora, caminham sozinhas rumo à expansão de vendas de seus produtos no mercado. A Ozonebras e a Oralls superaram as dificuldades enfrentadas pelas micro e pequenas empresas no iní cio de funcionamento com a ajuda de consultorias gratuitas disponibilizadas pela incubadora e pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às pequenas Empresas).

Desde 2005, foram quatro anos de muito estudo, desenvolvimento de projetos e aplicação de melhorias para que os pequenos empresários conseguissem tirar do zero o faturamento de suas organizações. Foi o que aconteceu com o administrador de empresas Rafael de Souza Fonseca, 24 anos, sócio-proprietário da empresa Ozonebras. Ele e o pai, o engenheiro Paulo Fonseca, desenvolveram um produto em que o ozônio é utilizado no tratamento da água de piscinas, substituindo o cloro, que pode causar doenças de pele. “A empresa começou em 2002, mas sentimos muita dificuldade em nos mantermos. Por isso, procuramos a incubadora, pois lá receberíamos apoio e instrução para que o projeto prosseguisse”, afirmou Fonseca, que começou os trabalhos junto ao Cecompi com apenas 19 anos.

RETORNO – Segundo o administrador, no início, a carteira de clientes tinha apenas duas academias por muitos meses. Hoje, a empresa atende a 150 empresas, os negócios devem expandir rumo ao mercado internacional e o faturamento ultrapassar os 1,6 milhões até o final deste ano. “Temos parcerias com pesquisadores de universidades federais como a de Santa Maria (RS) e Viçosa (MG) para o desenvolvimento de equipamentos cuja matéria-prima será o ozônio e que poderá substituir o uso de agrotóxicos na agricultura, por exemplo”, afirmou Fonseca.

A ajuda aos micro-empreendedores fez com que o doutor em saúde pública Fabiano Vieira Vilhena, 36 anos, proprietário da Oralls, transformasse um pequeno projeto social em um grande produto de vendas. “Desenvolvi um kit odontológico, com escova de dentes, creme dental e, principalmente, um recipiente higiênico para os dois, que seria distribuído nas escolas infantis. Começamos com apenas 1.000 estudantes e agora já atendemos mais de 700 mil alunos de 250 cidades”, disse Vilhena.

FATURAMENTO – A Oralls, criada em 2003, tinha o zero como constante em seu faturamente. Isso até obter o reforço na incubadora do Cecompi, que contribuiu para alavancar as vendas. “No trimestre de 2005 a 2007, tínhamos um faturamento médio por ano de R$ 200 mil. Agora, no trimestre de 2008 a 2010, a expectativa é de superar R$ 1 milhão por ano”, disse Vilhena.

De acordo com Francisco Antônio Novaes, gerente da incubadora do Cecompi, para a empresa sair fortalecida e pronta para enfrentar o mercado, a capacitação dos funcionários é necessária. De fato, dar os primeiros passos para um pequena empresa é algo difícil no Brasil, devido à alta carga tributária e alto índice de mortalidade. Estudo feito pelo Sebrae aponta que 75% das novas organizações morrem nos primeiros dois anos de funcionamento. Por isso, na incubadora, as organizações passam por um processo dividido em três fases e que dura quatro anos. “A pré-incubação é quando analisamos o plano de negócios da empresa. Depois, são dois anos de residência, onde há o desenvolvimento do projeto e por último, o período de consultoria, onde a empresa sai da incubadora, mas ainda é assistida pelo Cecompi”, disse.

Para Agliberto Chagas, gerente executivo do Cecompi, a graduação das empresas representam um resultado de muito esforço e trabalho. “Hoje existem mais 15 empresas incubadas no Cecompi de São José. Algumas já desenvolveram patentes e expandiram seus negócios”, disse Chagas, que estuda implantar o mesmo modelo de São José em Caraguatatuba e Lorena.

Fonte: Jornal ValeParaibano