Ozônio

COMPARAÇÕES

O gás ozônio é o mais poderoso bactericida que se conhece atualmente porque age 3120 vezes mais rápido que o cloro, além de ser 20 vezes mais efetivo e 100 vezes mais solúvel em água. O O3 rompe rapidamente, por oxidação, as paredes celulares de bactérias, vírus e microorganismos existentes. Isso sem causar efeitos colaterais, prejudiciais aos seres vivos.

Já o cloro age com dificuldade e de maneira lenta nas paredes das células e a destruição dos microorganismos somente ocorrerá se sua dosagem e homogeneidade forem rigorosamente monitoradas. Não havendo o controle minucioso, a água poderá ficar com excesso de cloro, o que é prejudicial para a saúde e meio ambiente.

Infelizmente, principalmente no Brasil, ainda há quem não dê importância para a eficiência do ozônio como tratamento primário da água da piscina, porém foi provado que o cloro como tratamento primário reage com as matérias orgânicas em suspensão na água formando trihalometanos (THMs), subprodutos que a EPA (Environmental Protection Agency – Agência Norte Americana de Proteção ao meio ambiente) provou serem mutagênicos, provocando diversos tipos de câncer que podem levar mais de 30 anos para serem dissipados no meio ambiente. O cloro como agente primário, desde 1995, está sendo banido dos Estados Unidos nas Estações Municipais de Tratamento de água potável por provocar diversos malefícios a pele e cabelos. Apesar de 7 em cada 10 Americanos beber água tratada com cloro, não há a certeza de que este seja um processo seguro a longo prazo.

Um estudo publicado no Periódico Pediatics, realizado na Bélgica, aponta que adolescentes que já passaram mais de 1000 horas em piscinas coletivas tratadas com cloro têm cerca de oito vezes mais chances de terem asma e o dobro de desenvolverem alergias respiratórias. A constatação foi obtida numa comparação entre 847 adolescentes, de 13 a 18 anos, que possuem diferentes graus de frequência a piscinas tratadas com métodos distintos, como a ionização por cobre-prata. Segundo o toxicologista Alfred Bernard, que liderou o grupo de pesquisa, o cloro é um desinfetante eficiente e seguro. Entretanto, quando muito cloro é adicionado à água ou acumula-se no ar sobre as piscinas cobertas, os órgãos do banhista sofrem algum tipo de irritação. Fonte: Pediatrics, September 14, 2009.

Os geradores de ozônio no passado estavam associados a instalações grandes e caras. Graças a tecnologia moderna, é possível fabricar pequenos ozonizadores com alta produção do gás e custo competitivo. Um excelente retorno do investimento é atingido a médio e longo prazo com o ozônio, pois, os equipamentos são instalados uma única vez para funcionarem de forma contínua e automática, em condições pré-ajustadas, sem a necessidade de reposição de produtos, tampouco a intervenção humana. Já os meios químicos convencionais de tratamento implicam em periódicas compras, transporte, segurança e custo de armazenamento, sem incluir despesas com a pessoa especializada no manuseio e controle das reações químicas principais e secundárias (exemplo em piscinas; dosagem correta e uniforme do cloro com rigoroso controle do pH). Os produtos químicos estão cada vez mais caros e com muitas exigências devido a novas regulamentações ambientais.